quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Balanço geral 3 dias antes da primeira maratona

Por uma acaso, minha nutricionista Aghata Wandereley, que trabalha com o Marcio Atalla na clinica bem estar, me pediu um pequeno relato do que aconteceu desde que comecei, aí vai:

O inicio na Clinica Bem Estar foi no mês de dezembro de 2011. Nesta época eu estava com 101 kg, triglicérides e colesterol altos, com péssimos hábitos alimentares, consumindo vinho e cerveja todos os dias (de forma moderada), com dores nas costas (tinha crise a cada 3 meses  por ano e a ponto de ter que ficar de cama e tomar medicamentos) por causa de uma hérnia, fumava cerca de 20 cigarros por dia  e beirava o sedentarismo.
Após consulta foram estabelecidas metas claras. Já no começo do ano foram aplicadas as dicas de forma paulatina e segura. Sendo que o grande desafio era manter a rotina de trabalho, a rotina imposta pela minha filha que tinha nascido em julho de 2011 e os novos hábitos.
Com a mudança alimentar e rotina de treinos de corrida, natação e bicicleta (que adotei para ir para o trabalho) já no primeiro semestre estava praticando esporte 7 dias por semana de forma moderada. Em julho de 2012 fiz uma primeira meia maratona (21 km) em um bom tempo: 1h 58min.
Nesse mesmo tempo comecei a participar de provas de natação em águas abertas de 3000mt. No final de 2012 decidi parar de fumar, hábito que mantenho até hoje. No começo do ano decidi realizar um antigo sonho de fazer uma maratona. Entrei para uma assessoria esportiva de corrida de rua (Run & Fun), mantive contato com a Clinica Bem Estar e em junho de 2013 comecei o treino com o preparador físico olímpico Luiz Turisco (www.tadasti.com.br).
Hoje com 13 kg a menos, muito mais disposto, saudável e feliz já fiz uma corrida de montanha (5h aproximadamente), natação, continuo o uso da bicicleta para ir ao trabalho e vou encarar a meus primeiros 42, 195 km com meta de 4h 10min em uma prova considerada dura. Ela será realizada no domingo dia 6 de outubro - XIX Maratona Internacional de São Paulo - e, se tudo ocorrer bem, a próxima corrida será de 75 km no litoral paulista em 2014.


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Praia da Enseada

Tirar um tempo para correr em viagem com a família, para mim, ainda é um grande desafio. Tem a questão do tempo e tentação da cerveja durante o dia...Fora aquela preguiça que vem com a ideia que você esta de folga, então descanse.
Mês passado levei um monte de coisa para fazer um longão em Itacaré e não consegui. Então decidi ir ao Guarujá correr na praia.
Fora o preconceito paulistano sobre o nosso litoral urbano, o Guarujá é um ótimo lugar para passar um fim de semana apenas para ver o mar. Se tiver sorte, muita chuva na cidade de São Paulo e sol no litoral é a receita certa para quem procura descanso sem stress.
Consegui levantar as 5h 30m sem despertador, pois coloquei esse horário em todos os dias da semana, e sai de fininho, só com cinto de hidratação. Sem relógio!
Foi uma corrida muito agradável, a praia tava limpa e areia é durinha e plana! O nascer do sol foi fantástico e muito colorido. A meta era fazer entre 16 e 20 km, mas a família levantou mais cedo e tive que interromper a corrida, sem sofrer. Fiz algo próximo a 10km.
Dei um gás bem forte na volta e com isso acabei tendo uma boa recompensa sem ficar doído.
Fica a dica: a praia, Enseada, da para correr de tênis ou descalço. Foi a primeira vez na vida que corri de calçado na areia e fui muito feliz!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Meias - dicas do Rodolfo Lucena - Blog + Corrida

O blogueiro Rodolfo Lucena é uma figura que me inspira bastante e tenho acompanhado suas dicas faz um bom tempo, inclusive é um dos caras que li, vi e achei que poderia correr e fazer parte das figuras do Corre 25!, apesar de não conhecê-lo pessoalmente.
O cara é barbudo (de verdade), é grande e trabalha na redação da Folha de S.P. o que acaba com a saúde de qualquer um.
Ele faz ultras e quero seguir o seu exemplo, esse ano vou tentar as 50 milhas.
Esse texto caiu bem por que eu também curto meias, apesar de ficar mortalmente invejoso daqueles que correm grandes distâncias sem elas. Só na semana passada corri pela primeira vez sem esse apetrecho em uma curtinha de 5 km e achei uma delícia.
Essa frase do Rodolfo fala muito sobre o que acredito:
" Com, isso não vale para as atuais estrelas do mercado, as meias de compressão. Elas chegam a custar R$ 200 (mesmo no exterior são caras, por mais de US$ 50), e para mim pouco importa se funcionam ou não –há muita polêmica a respeito. Eu não pago mais de R$ 30 numa meia de corrida e pronto.
Talvez, porém, para quem faça repetidamente longos voos, valha a pena comprar meia de compressão. Elas evitam ou reduzem o inchaço dos pés, segundo me dizem. Mas, para essa função, há aquelas meias para grávidas que são bem mais baratas."
Vale a pena conferir o texto e se ligar no blog:

http://oficinasimprensa.wordpress.com/2011/02/10/entrevistas-tecnologia-e-jornalismo/


Algumas considerações sobre meias de corridas

Eu adoro meias. Nas lojas de artigos esportivos, sempre vou ver os novos tênis de corrida e, em seguida, dedico atenção à área de meias. Não só porque gosto de ficar com os pés quentinhos mas também porque aprendi, a duras penas, que meias ruins podem acabar com a corrida do vivente.
O aprendizado foi longo. Nas minhas primeiras corridas, usava meiões de futebol, do Grêmio, é claro. O ajuste era perfeito, a parte do pé tinha bastante elástico ou seja qual for o material usado, de modo que ficava tudo bem apertado, sem bolhas nem áreas que pudessem causar atrito maior do que o indispensável.
O problema era a parte de fora do tênis, o cano da meia. Vinha quase até o joelho e ainda tinha uma cobertura extra, que dobrava sobre a própria meia, como um acabamento de arrumação de lençol…
Nas primeiras corridas, tudo bem. Mas, à medida que a meia era submetida a sucessivas lavagens, o ajuste na perna ia ficando mais relaxado, e uma perna nunca era igual à outra. Para piorar, vários corredores mais experientes não se furtavam de dar opiniões não solicitadas, dizendo que a meia era ruim porque fazia muita pressão na perna (veja que, hoje em dia, há especialistas que afirmam justamente o contrário…).
Um desses “conselheiros”, ao passar por mim nas 10 Milhas do Rotary em Paranapiacaba, sugeriu que eu baixasse os meiões para não me prejudicar… Fiquei com muita raiva do cara, tanto que, 15 anos depois,  ainda me lembro da opinião mal vinda; de qualquer forma, minha resposta foi fazer o que eu pude para passar dele e deixá-lo bem para trás. Foi difícil, mas consegui.
Donde se conclui que, na minha modesta opinião, ninguém deve fazer comentários não solicitados sobre a corrida do outro. Muito menos piadinhas, como dizer: “Mijando, hein???!!!”, quando um sujeito está se aliviando durante uma corrida. Mas voltemos às meias.
Percebi que, em algum momento, precisaria aposentar as tais meias de futebol. Para a minha primeira maratona, não sabia o que usar. Encontrei umas meias brancas com elastano ou coisa que o valha e resolvi experimentar.
Resumo da ópera: cheguei ao km 38 com uma enorme bolha no meio do pé direito, a quem até hoje culpo por não ter feito sub4h no meu debute maratonístico (fiz 4h00min20, se não me falha a memória; na foto, está 00min35, mas eu já tinha passado da linha…).
Bom, rodei por diversas meias disponíveis cá por estas bandas até que visitei a feira da Two Oceans Marathon, minha primeira ultra. As meias apresentadas pelo estande da germânica Falke era por demais atrativas, e acabei comprando. Pela primeira vez, lá em 2002, via meias desenhadas especialmente para cada pé, fofas, com amortecimento extra no calcanhar e mais um fofinho no meio do pé.
Ainda fiz um pouco de * doce, argumentando comigo mesmo que a gente não deve usar nada novo em provas, muito menos no debute no mundo das ultramaratonas, uma prova de 56 km com uma subida de 5 km para rei da montanha nenhum botar defeito. Mas a Eleonora rapidamente me convenceu a usar as tais meias, já que elas pareciam tão boas, tão melhores do que qualquer coisa que eu jamais havia usado.
E eram mesmo e são mesmo. Por isso, fica aqui minha primeira dica. Se algum dia você vir meias Falke à venda, dê uma olhada, experimente, avalie o preço –elas costumam ser caras.
Minha segunda experiência com meias importadas foi pela internet: fiquei vendo resenhas das meias Kayano, da Asics, e queria muito experimentá-las (tinha comprado apenas dois pares da Falke, que já estavam pelas tabelas, apesar de usá-las só em superlongões ou maratonas). Quando Eleonora viajou com as meninas para Nova York, pedi que me trouxesse um par.
Exagerada, trouxe seis! Dei um para meu irmão e até hoje ainda tenho quase todos os outros pares. Fui usando cada um até a exaustão; quando perdiam um pouco da elasticidade, deixava para provas mais curtas. Elas lembravam as Falke no uso de acolchoamento especial em partes da meia e também tinham bom ajuste. Mas era de cano curto, quase invisíveis, e imaginava que iriam ser engolidas pelos tênis nos puxa-e-repuxa da corrida. Nada disso aconteceu, e as meias são muito boas mesmo.  Com elas, fui me adaptando a usar meias de cano curto ou mesmo essas ditas invisíveis, que parecem estar mais em voga.
A vantagem das compras no exterior é o custo: as meias Kayano, que custavam cerca de US$ 15, era vendidas aqui por R$ 60 na época em que as ganhei. Mas hoje há modelos importados ou produzidos aqui no Brasil com preços razoáveis e bom desempenho.
Ultimamente, por exemplo, venho usando em algumas provas mais longas um modelo da Mizuno vendido a menos de R$ 20 em lojas especializadas, o que me parece ótimo custo/benefício.
Praticamente todas as marcas passaram a oferecer meias de corridas desenhadas especialmente para cada um dos pés, o que ajuda a não deixar espaços e melhora o ajuste. Muitos modelos também vêm com amortecimento extra –não sei se ajuda alguma coisa em relação ao impacto, mas é muito bom, especialmente para andar em casa, sem tênis (não se deve fazer isso com as meias da maratona, mas às vezes eu faço…).
Em suma, vejo que a oferta de boas meias de corrida nas lojas brasileiras melhorou muito nos últimos dez anos. Os preços estão bem mais razoáveis, e a qualidade é aceitável ou boa mesmo em produtos vendidos em pacotes com dois ou três pares.
Bom, isso não vale para as atuais estrelas do mercado, as meias de compressão. Elas chegam a custar R$ 200 (mesmo no exterior são caras, por mais de US$ 50), e para mim pouco importa se funcionam ou não –há muita polêmica a respeito. Eu não pago mais de R$ 30 numa meia de corrida e pronto.
Talvez, porém, para quem faça repetidamente longos voos, valha a pena comprar meia de compressão. Elas evitam ou reduzem o inchaço dos pés, segundo me dizem. Mas, para essa função, há aquelas meias para grávidas que são bem mais baratas.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


No fim de semana do dia 24 fui pra Itacaré na Bahia para comemorar o aniversário da esposa e curtir uma praia com a filhota.
Me programei para fazer uma corrida, levei todos os apetrechos para uma curta ou um longão. 
Lá é possível fazer um longão de aproximadamente 34 km de estrada, bem inclinada, ou atravessar um canal a nado da praia das Conchas para uma praia (que não sei o nome), que tem 40 km de extensão.
Entrei no clima baiano e não fiz nenhuma delas, mas dei uma pequena caminhada com a família de Itacaré até a praia da Ribeira.
Corre na cidade que tem muitos turistas sendo assaltados nas trilhas, mesmo com guias!


curtindo uma prainha na Bahia com a filhota!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013


O próximo post era para ser autoral, mas essa é a notícia, pois sou fanzão do do Fauja, que começou a correr maratonas aos 89 e se 'aposenta' com 101...

http://timesofindia.indiatimes.com/sports/more-sports/athletics/Marathon-runner-Fauja-Singh-101-sad-over-retirement/articleshow/18608183.cms


Marathon runner Fauja Singh, 101, sad over retirement
AFP | Feb 21, 2013, 02.23 PM IST


Fauja Singh, nicknamed the "Turbaned Tornado", began running at age 89 and has since completed nine marathons, but admitted that age has finally caught up with him. (AFP Photo)

Fauja Singh, nicknamed the " Turbaned Tornado", began running at age 89 and has since completed nine marathons, but admitted that age has finally caught up with him.

"I am hurt by the fact that I am going to retire," the Indian-born British national, who only speaks Punjabi, said through his interpreter ahead of his final race this Sunday.

"I do not really want to hear the word 'retire' because I can still run and jump on a bus. It's a (sense of) negativity that I have never experienced before."

Singh, who was a farmer in his home state of Punjab in India before settling in England, has competed in nine 26-mile (42-kilometre) marathons in London, Toronto and New York.

His best time was in Toronto, where he clocked five hours, 40 minutes and four seconds.

On Sunday the runner, who turns 102 on April 1, will compete in the 10-kilometre event on the sidelines of the Hong Kong Marathon.

The great-great-grandfather, who lives in Ilford, said he has "mixed feelings" about retirement.

"I fear that when I stop running, people will no longer love me. At the moment, everyone loves me... I hope nobody will forget or ignore me," he said.

"When you become old, you become like a child and you want the attention."

Singh, who weighs just 52 kilograms (115 pounds), says he does not suffer any illnesses but admitted that "racing is getting tough" for him at his age.

"I feel that I must retire on a high," he said.

"I will not stop running, but will do it for my personal health."